ANIMAIS ACOLHIDOS EM POSTO DE GASOLINA EM PORTO ALEGRE

25 jul

cachorro_2_cinthia_cramerNo capricho enfileiradas, bacias forradas com cobertores servem como abrigo para cachorros de rua. A “solidariedade canina”, como o proprietário do local João Batista Caberlon, de 53 anos, gosta de chamar. Com as baixas temperaturas no Rio Grande do Sul nesta semana, e a série de dia chuvosos no último mês, as camas improvisadas servem de alento para os cães sem lar. Apesar de serem nômades, volta e meia voltam ao posto, , para dormir.
“Na verdade, recolhemos os animais e encaminhamos para doação”, contou ao G1 João Batista.Lucinha Wobeto e o marido recupera os animais, que quase sempre chegam ao local em situação de risco. A Tigra, por exemplo, chegou ali com um feto morto na barriga e cheia de carrapatos. No último fim de semana, a Bolinha, mais velha companheira do casal, morreu após uma parada cardíaca.
“Atualmente cinco ficam aqui no posto. Em casa, eram 12, e agora temos 11. Alguns ficam com a gente, mas pelas questões sanitárias não podemos manter todos”, salientou.
A esposa Lucinha é encarregada pela logística de receber, tratar e encaminhar os cachorros para as redes de doação e casas de passagem. Sem apoio, o casal acaba tirando dinheiro do próprio orçamento. Eles são proprietários do posto há apenas um ano e meio, mas já são cerca de 200 bichos ajudados por eles simultaneamente.
“Hoje mesmo ela vai ajudar uma cuidadora que está se mudando para Viamão”, contou João Batista, se referindo à cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre.

Segundo ele, um dos auxílios que o casal recebe é de um funcionário público. O homem comprou um caminhão para recolher lixo reciclado e revender. Todo o valor gerado é revertido em benefício da causa canina. O dinheiro é usado para comprar ração aos pets. “Passamos a selecionar nosso lixo no posto e levamos para ele”, completou.
Apesar de manter os animais no local de trabalho, o empresário diz que os clientes não estranham. “Muitas pessoas gostam da causa. Talvez não tenha começado antes [a divulgação] por falta de conhecimento. Mas, agora o pessoal está vendo o quanto isso é importante”, comemorou.
A cliente do posto Cínthia Cramer, que divulgou as fotos nas redes sociais, diz que viu um grande exemplo de cuidado com os animais.
“Fiquei sabendo que já faz um bom tempo que os cães vivem por ali e que todos cuidam deles, funcionários e clientes. A minha única preocupação é que divulgando mais gente vai querer abandonar animais por ali”, disse ao G1 a empresária de 49 anos.
Para quem quiser ajudar os animais, o contato pode ser feito pelo e-mail posto@postohipica.com.br.<a

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