Adoção consciente

20 jul

 

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Após a comemoração de um fim de semana de muitas adoções para animais sem raça definida, que antes dos lares temporários estavam em estado de abandono e dor passamos em seguida a nos preocuparmos com as pós- adoções. Fazemos entrevistas com os adotantes, eles assinam um termo de compromisso e responsabilidade sobre os cuidados básicos com seu novo amigo, procuramos conhecer as características dos animais que estão sob nossos cuidados e procuramos encaixa-los com o estilo de vida e expectativa dos novos donos. Cercamos a adoção de cuidados.

 

Mas e se seu dono adoece psicologicamente? E o prende numa arvore, no tempo, numa corrente de 30 cm, se o espanca até causar danos permanentes? Então podemos reconhecer nossos velhos amigos peludos durante uma denuncia de maus tratos e depois de uma longa caminhada de recuperação emocional e física nosso velho conhecido esta de volta a dor agora nas mãos de um novo agressor.

 

No livro O Alquimista de Paulo Coelho, o pastor de ovelhas Santiago refletindo sobre o contentamento de seu rebanho em lhe acompanhar todos os dias em busca de água e pastagens, imagina que se naquele dia ele se tornasse um monstro e resolvesse matar uma por uma suas ovelhas, elas só iriam perceber depois que quase todo o rebanho tivesse sido exterminado, porque confiavam nele e haviam se esquecido de confiar em seus próprios instintos. Apenas porque ele as conduzia ao abrigo e alimento. 

 

Este inquietante trecho espelha a lealdade de nossos animais de estimação em proteger nossos bens e nossas vidas, nos fazendo silenciosa companhia, sem questionar, ou cobrar mais do que um breve carinho. 

 

Se você tem um amigo de 4 patas em sua casa, pratique a paciência nos momentos difíceis, busque informações para driblar as dificuldades que vão surgindo ao longo do caminho, tenha uma relação de qualidade com seu animal de estimação. Assim como ninguém nasce sabendo como criar filhos, também não sabemos como criar e educar nossos animais, mas acima de tudo devemos ter compaixão e gratidão por sua lealdade, lembrando de que os patudos sentem frio, fome e sede e precisam do contato com seu dono. Caminhe depois do trabalho, curta seu programa de TV preferido com ele nos seus pés, troque uma ideia enquanto prepara uma tarefa rotineira, mas traga seu amigo pra perto de você.


 

 

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